Infestação de cupins preocupa moradores
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quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - Os cupins estão entre os mais abundantes insetos de ecossistemas tropicais e sua disseminação por áreas urbanas tem relação com o desmatamento, que provoca a morte ou a diminuição de animais que se alimentam deles ou competem pelo mesmo espaço. Ao mesmo tempo em que o ser humano dizimou florestas, criou ambientes propícios para a disseminação desses insetos no madeiramento seco dos telhados e também nas árvores em frente de casas ou nos quintais.
O problema é que muitas vezes a situação não fica muito visível aos moradores. O comerciante Luciano Santos foi substituir as telhas de casa, localizada no Jardim Piza (zona sul de Londrina), e percebeu que a estrutura estava infestada por cupins. Ele contou que não tinha percebido o problema até então e teve de
gastar mais de R$ 300 para substituir a madeira comprometida. "Passei também a dedetizar o telhado a cada seis meses", acrescentou.
Muitas vezes o problema reside nas árvores. O mecânico Alexandre José de Oliveira, morador da Vila Portuguesa (área central), reclamou que uma espécie em frente de sua casa está infestada. "Recentemente, um galho comprometido pelos cupins caiu sobre um carro de um vizinho meu", destacou. Na Vila Casoni, o comerciante Ismael Teles contou que os cupins fizeram um ninho na árvore que fica no quintal de sua casa. "Eu joguei óleo queimado e acabou com o problema", garantiu. A técnica, no entanto não é muito recomendada (leia mais nesta página).
No Parque Guanabara (zona sul), a Praça Júlio Amaral Neto também apresenta problemas com o inseto, que formaram montículos sobre o gramado. O resultado é a deformação do terreno.
"Não existe um bairro específico onde os cupins estejam concentrados. Eles estão espalhados por toda a cidade." A afirmação é da gerente de Áreas Verdes da Secretaria Municipal de Ambiente (Sema), Alexsandra Siqueira. Ela destacou que diariamente recebe de 8 a 9 pedidos de cortes de árvores por dia, boa parte em função de infestação por cupins.
"Geralmente não cortamos. Aplicamos um inseticida específico que mata a colônia", explicou Alexsandra. Ela informou que as pessoas que identificarem uma colônia de cupins nas árvores podem entrar com um pedido para o departamento de áreas verdes. Um fiscal irá ao local para avaliar o caso. O telefone de contato é 3372-4762.
SOLO E MADEIRA
Os tipos mais comuns de cupim são o de solo, que é o mais encontrado em Londrina, e o de madeira. Os primeiros podem perfurar até a alvenaria para chegar ao material celulósico da estrutura. Podem ocorrer em tijolos de barro, blocos de concreto e entre vãos de andares de construções.
Já o cupim de madeira forma seu ninho no local em que se alimenta. Os cupins subterrâneos podem acelerar o processo degenerativo de uma estrutura, ampliando as fissuras e criando outras, podendo aumentar infiltrações existentes ou despercebidas.


