A infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, diminuiu em Londrina. O índice amostral divulgado ontem pela Secretaria Municipal de Saúde, de 1,8%, é o menor do período nos últimos 10 anos. A coleta de amostragens foi feita em vários bairros da cidade entre os dias 3 e 12 de janeiro. De acordo com o levantamento, apenas um imóvel em cada 100 pesquisados apresentou foco do mosquito transmissor da doença. ''O resultado é favorável mas não o desejável'', disse a gerente do setor de epidemiologia da Secretaria, Josemari de Arruda Campos. Ela se refere ao fato de que, apesar de ter ficado bem abaixo do índice de janeiro de 2004 - 2,59% -, os números atuais ainda estão acima do preconizado pela Organização Mundial da Saúde, que é de 1%. Antes desta pesquisa, o último levantamento feito pela Secretaria, em outubro do ano passado, apontou um índice de 0,54%. ''Basta chegar o verão, o calor e as chuvas e o índice de infestação sobe. Agora estamos bem no pico do período mais preocupante'', explicou Josemari.
Dos 14 casos de dengue registrados em Londrina no ano passado, 11 foram importados. Até agora, a Secretaria investiga 35 casos suspeitos notificados este ano.
O diretor de saúde ambiental, Mauricio Barros, diz que vai promover novos arrastões na Vila Marisia (Centro) e Novo Amparo (Norte), junto com a comunidade: ''Neste bairros os índices ficaram um pouco acima da média'', justificou. Ele também apontou que pretende intensificar os debates e as discussões com entidades representativas da comunidade. ''Vamos chamar uma reunião do Comitê da Dengue o mais rápido possível'', informou. ''Precisamos garantir a manutenção e tentar diminuir desse índice''.
Para o coordenador de endemias do município, Luiz Alfredo Gonçalves, a fiscalização constante dos agentes reflete diretamente na diminuição dos casos da doença. ''Temos equipes fiscalizando todas as regiões da cidade o ano todo'', apontou.
Segundo o coordenador, boa parte da população está consciente da importância do combate à dengue e por isso os agentes não têm dificuldade para vistoriar casas e estabelecimentos comerciais, seja na periferia ou em bairros mais ricos. ''Se a casa estiver abandonada, tentamos localizar o proprietário e na época das férias, os vigias abrem as portas das escolas para os agentes'', explicou.
No total, são 201 agentes de endemias divididos em mais de 30 equipes espalhadas por Londrina. Cada equipe possui de quatro a oito funcionários que fiscalizam quinzenalmente pontos estratégicos da cidade como borracharias, cemitérios e ferros-velhos. Já as residências e os comércios são vistoriados a cada 60 dias.
''Nas casas, tanto o quintal como a parte interna são verificados. Nos prédios, a fiscalização concentra-se no subsolo, térreo e nos apartamentos do primeiro andar'', assinalou Gonçalves. Ele ressalta que a maioria dos criadouros são passíveis de remoção, mas em caso de persistência do mosquito, os agentes são chamados para aplicar o inseticida.

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