Infecção grave mata menos no HU
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terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
Guilherme Borges<BR>Reportagem Local 
O Hospital Universitário (HU) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) conseguiu reduzir em 30% a mortalidade de pacientes com Síndrome Séptica, conhecida como sepse. A doença se caracteriza como uma infecção grave com falência de múltiplos órgãos. ''Esse estado é perigoso e por isso é uma preocupação mundial. Desde 2001 foi lançada uma campanha com diversas recomendações. Nós implantamos algumas que estão previstas no Programa de Otimização do Tratamento da Síndrome Séptica, conhecido como Potss'', explica a coordenadora da atividade no HU, Cíntia Grion.
Segundo afirma, o índice de mortalidade de pacientes com sepse costuma ser de 40% em média e, aqui em Londrina, chega a 65% nos casos mais graves. ''Por isso foi implantado esse programa, que é estadual e desenvolvido em quatro hospitais públicos, dois de Curitiba, o HU de Cascavel e aqui''. O programa consiste em uma série de ações para diagnosticar e tratar rapidamente a doença, além de administrar um medicamento novo, que ainda tem alto valor no mercado. ''Em até seis horas a partir da suspeita de sepse, começamos com antibióticos, colhemos exames rapidamente e fortalecemos o coração, entre outras atitudes''.
Durante exatos 100 dias de 2006, entre março e junho, os hospitais também utilizaram o medicamento conhecido comercialmente Xigris. ''Foram 180 pacientes atendidos com esta droga em todo o Paraná e uma redução relativa de mortalidade de 24% no Estado. Número que consideramos relevante, pois foram 28 vidas salvas'', destaca o coordenador estadual do Potts, Álvaro Réa-Neto. Ele afirma entretanto que, apesar da eficiência do rémedio, o mais importante foram as medidas de otimização do atendimento e tratamento que foram tomadas. ''Percebemos que apenas cerca de 15% dos pacientes vão realmente precisar do medicamento. Os demais melhoram com as medidas preventivas e emergenciais''.
Segundo a médica do HU da UEL, um tratamento com o Xigris é orçado em cerca de R$ 20 mil. ''Por isso é importante enfatizar: o remédio é muito bom, mas precisa ser administrado na medida em que outras ações de otimização do atendimento são feitas''. O Potts continua sendo aplicado nos hospitais, mas o medicamento está suspenso. ''Acreditamos que será disponibilizado novamente, mas de qualquer forma também esperamos que este programa seja expandido para outros hospitais públicos, pois os resultados são positivos. Além de ser um projeto pioneiro no Brasil'', afirma Réa-Neto. A reportagem tentou contato, por telefone, com a Secretaria de Saúde do Estado, mas não obteve retorno.
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