A música sertaneja está de luto. É que morreu ontem, por volta das 6 horas, em Assis, no interior de São Paulo, o cantor e compositor Peão Carreiro vítima de infarto do miocárdio.
De acordo com a família, ele começou a se sentir mal anteontem à noite e foi internado na Santa Casa de Assis.
O corpo está sendo velado na capela do cemitério Parque das Oliveiras, em Londrina. O enterro será às 8 horas, no cemitério São Paulo. Peão Carreiro tinha 66 anos e deixa a viúva Geni Pereira e quatro filhos.
Manoel Nunes Pereira, seu verdadeiro nome, nasceu em 6 de setembro de 1932, em São José do Rio Preto (SP).
Em Londrina, Peão Carreiro residia por mais de 20 anos, embora também mantivesse residência em Assis por causa de compromissos profissionais.
Com mais de 50 anos dedicados à música, o cantor e compositor conseguiu emplacar alguns sucessos nas rádios como ‘‘Porta do Mundo’’, ‘‘Passarinho Prisioneiro’’, ‘‘Dê Amor Para Quem Te Ama’’, ‘‘Parede e Meia’’, ‘‘Quarto Vizinho’’, ‘‘Tchau Amor’’, entre outras.
Algumas de suas canções foram gravadas por cantores consagrados como Sérgio Reis, Moacir Franco e Milionário e José Rico.
Várias duplas Peão Carreiro formou dupla com vários artistas como José Paulo, Praiense e Paraíso. A primeira parceria, formada no começo da década de 60, foi com Mulatinho.
Recentemente ele se uniu a Sampaio com quem havia terminado de gravar um disco que seria lançado no próximo mês.
‘‘Meu pai era uma das vozes mais bonitos do Brasil, além de ser um compositor excelente. Ele era uma pessoa que marcava presença e sua marca principal era a sinceridade. Mesmo assim, sempre foi generoso com os amigos e empregados’’, diz a filha Márcia Nunes Pereira.
A música sempre foi seu grande prazer apesar de ele ter exercido algumas profissões paralelas - foi motorista de táxi, dono de bar e até mesmo delegado de polícia em Ibiporã (14 km a leste de Londrina), na década de 70, onde também residiu por alguns anos. Ao todo ele deixou gravado mais de 20 discos.
‘‘Peão Carreiro foi um dos nomes mais importantes da música sertaneja brasileira. Apesar de ter começado a cantar música caipira, ele soube acompanhar a evolução do gênero. Quando o sertanejo começou a receber instrumentos eletrônicos, por exemplo, ele acompanhou a tendência e remodelou sua carreira’’, diz o professor Cleber Tóffoli, especialista em música sertaneja.

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