INFÂNCIA EM RISCO - Quando as brincadeiras dão lugar a subempregos
Quando tinha apenas 11 anos, Leonardo Diego, morador da Zona Leste de Londrina, substituiu as atividades corriqueiras da infância pela rotina de vender flores, carregar vasos pesados e cuidar de carros na porta de um cemitério. Fora da escola em virtude de uma briga com colegas, ele passou a acompanhar a avó Maria de Lourdes de Lima e acabou entrando precocemente no mundo do trabalho informal.
A história de Leonardo que hoje tem 13 anos e conseguiu superar o problema com apoio de um projeto social engrossa as estatísticas do trabalho infantil no Paraná. Pesquisa realizada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) revela que o Estado ainda registra índices elevados, ocupando o quarto lugar no ranking do trabalho infantil no Brasil. O estudo foi publicado em 2007.
De acordo com o relatório, existem 36.458 crianças de 10 a 13 anos trabalhando em municípios paranaenses, o que perfaz 4,9% do grupo etário. Apesar dos números estarem desatualizados, sabemos que esse é um problema que não foi erradicado, afirmou Marcelo Adriano da Silva, procurador do Ministério Público do Trabalho em Londrina.
● No município, o Ipardes identificou 770 trabalhadores de 10 a 13 anos e 8.241 de 14 a 17 anos
● A solução depende da repressão aos exploradores e também da oferta de oportunidades, a partir dos 14 anos, pela Lei do Aprendiz





