Inexperiência dificulta contratação
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terça-feira, 02 de dezembro de 1997
Curitiba 
Eliane da Silva, 18 anos, está há três meses a procura de um emprego de doméstica que pague um salário de R$ 200,00 a R$ 250,00. Ontem, ela enfrentou quatro horas de fila na agência do Sistema Público de Emprego (Sempre/Sine) atrás de uma vaga e saiu de lá apenas com alguns números de telefone e endereços para contato.
A maioria quer empregadas com mais de 30 anos e sem experiência é difícil conseguir alguma coisa, disse ela, que trabalha desde os 15 anos com serviços de limpeza ou como babá. No meu último emprego, a patroa quis abaixar o salário de R$ 180,00 para R$ 120,00, mas não pude aceitar, disse.
O marido dela, carpinteiro, também está desempregado, há cerca de um mês. Enquanto não encontram um emprego, os dois moram na casa da mãe dele.
Diariamente, entre 600 e 800 pessoas entram na fila da agência do Sempre. O principal problema é a falta de qualificação e de experiência. As empresas têm preconceito contra pessoas que estão entrando no mercado e exigem mínimo de um ano de experiência, disse o gerente da agência do Sempre/Sine, Ari Batista da Silva.
Segundo ele, nos últimos dois meses sobraram 300 vagas oferecidas por empresas, por falta de trabalhadores qualificados.
Muitos candidatos vêm de outros Estados ou do interior do Paraná, como José Batista Veiga, de 47 anos. Saí de Campo Mourão (Norte do Estado) há três anos. Me falaram que aqui a vida era melhor, mas já estou há cinco meses procurando um emprego como zelador ou servente, disse. Segundo ele, a idade é uma das principais dificuldades. Passou dos 45, complica.(G.P.)


