Inep garante que não haverá prejuízo
Os universitários afirmaram que o Inep teria divulgado ''uma nota mentirosa'' sobre o que realmente teria acontecido no dia das provas. A Folha acessou o site do Instituto (www.inep.gov.br) e confirmou o conteúdo da nota citada na carta aberta à população. O texto diz que ''os cadernos não foram entregues pela transportadora a tempo do início do exame. A coordenação decidiu fazer cópias das provas, mas os alunos optaram por não aguardar''.
''O Inep mentiu ao informar isso à população e à imprensa. Cumprimos os 90 minutos obrigatórios (para se permanecer dentro da sala) e fomos dispensados pela coordenadora. Ainda assim, a maioria dos alunos ficou mais 40 minutos em frente à escola aguardando alguma informação oficial'', garantiu Luciano Pereira Vieira, que encabeça o abaixo-assinado enviado ontem ao MEC.
Os alunos contactaram o órgão em Brasília (DF) e receberam um e-mail de Giovanni Paiva, da Diretoria de Estatística de Avaliação da Educação Superior (Daes/Inep), dizendo que lamentava o fato e que o caso está sendo apurado. ''Os alunos que assinaram a lista de presença terão sua participação garantida para fins de registro do diploma'', diz um trecho do e-mail.''
A reportagem contactou o Inep que, por meio de assessoria de comunicação, reforçou as garantias que os alunos não seriam prejudicados, mas ressaltou que não serão realizadas novas provas. De acordo com a assessoria, ''É possível que tanto os alunos recebam o diploma sem conceito do Provão, assim como a universidade, mas isso será confirmado somente depois de analisado o relatório.''
Dos cerca de 600 alunos que não fizeram o provão por falta de questionários, 180 eram da Universidade Norte do Paraná (Unopar). Segundo o coordenador de Ensino, Hélio Navarro, a instituição também encaminhou um ofício ao Inep. ''A nossa preocupação é como serão adotados os critérios de avaliação destes alunos.''





