Indústria reclama da taxa cobrada por associação
Vânia Casado
A Grangala Indústria e Comércio de Café, de Campo Largo, que comercializa as marcas de café Campo Largo e Gran-Gala, já havia pedido o descredenciamento da ABIC antes mesmo de ser descredenciada pela entidade. O proprietário da empresa, Saul Góis de Matos, argumenta que a Grangala não tem rentabilidade suficiente para pagar a taxa de R$ 260,00 por mês, imposta pela associação. Ele defende o pagamento de taxa diferenciada por parte das microempresas.
Matos admite que chegou a ter problemas de mistura no café, mas diz que depois resolveu o problema e garante oferecer um produto de qualidade ao consumidor. Segundo ele, a Grangala é uma microempresa que vende 3.000 quilos de café por mês, faturando R$ 0,50 por quilo. Com essa margem de lucro, não consegue arcar com o pagamento de salários, todos os impostos, água, luz e telefone. Só este mês pagou R$ 320,00 como taxa para o corpo de bombeiros, R$ 290,00 para a prefeitura como imposto de localização, R$ 53,00 para a Saúde Pública e mais o pagamento de impostos estaduais e federais.





