Indústria italiana intensifica parceria
Osmani Costa
De Londrina
Os gerentes regional e distrital da indústria farmacêutica italiana Zambon, respectivamente Luiz Alfredo Farias e Roberto Wasthner de Lima, visitaram a Folha e anunciaram a vinda do presidente mundial da empresa, Andrea Zambon, a Londrina no início de outubro, para participar da Feira Internacional de Equipamentos, Produtos e Serviços para Estabelecimentos de Saúde do Mercosul, que acontece em Arapongas.
A Zambon especializou-se na produção de medicamentos, equipamentos hospitalares e química fina e possui unidades industriais em 17 países da Europa, Ásia e Américas. Uma fábrica do grupo funciona em São Paulo há 41 anos. Esta será a segunda visita de Andrea Zambon, que reside em Milão (Itália), ao Brasil e a primeira ao Paraná.
Desde o início do ano, a indústria farmacêutica intensificou uma parceria com a Universidade Estadual de Londrina (UEL) para o desenvolvimento do Programa Interdisciplinar de Educação e Controle da Asma, coordenado pelo médico-pneumologista Denison Noronha Freire desde maio de 95. Temos o maior interesse em apoiar, catalogar e divulgar mundialmente os resultados destes estudos científicos dos professores da UEL, disse Roberto de Lima.
Segundo ele, o centro de excelência de combate às doenças respiratórias - um dos três, juntamente com o de alívio da dor e o de cuidados com a mulher - é responsável por 62% do faturamento da empresa italiana. Lima explicou que o apoio do laboratório ao programa desenvolvido pela UEL ocorre através da doação de equipamentos usados pela equipe médica do Hospital de Clínicas (HC), de medicamentos prescritos aos pacientes atendidos, e com a divulgação dos resultados.
Atualmente, 30 adultos asmáticos estão sendo beneficiados pelo programa de extensão da UEL, que conta com a participação de fisioterapeuta, psicóloga, assistente social, enfermeira e nutricionista; além de estudantes dos cursos de medicina e fisioterapia. Não temos ainda uma análise dos resultados quantitativos, mas os qualitativos certamente têm sido excelentes para os pacientes, garantiu o pneumologista Denison Freire.
De acordo com ele, o programa tem caráter educativo e repassa aos pacientes, durante seis meses, as noções da asma e as maneiras eficazes de controle da doença, que ainda não tem cura. Uma vez por semana cada doente é atendido pelo programa no HC, individualmente ou em grupo. O nosso principal objetivo é dar condições de controle desta doença crônica aos pacientes; e temos conseguido isto.
O professor da UEL afirma que a parceria com o Laboratório Zambon tem sido importante para o alcance dos resultados positivos. A asma é uma doença que atinge cerca de 10% da população. Ela é grave, mas pode ser controlada com o correto uso de bons medicamentos existentes no mercado. Agora, não adianta darmos a receita e toda orientação, quando o paciente não tem condições de comprar os remédios. Neste sentido, o apoio obtido com a parceria tem sido muito importante para nossos pacientes, explicou Freire.





