Indústria farmacêutica não pára de surpreender com lançamentos
Agência Estado
A indústria farmacêutica, um dos setores que mais investem em pesquisas, continuou faturando este ano os méritos e os lucros relacionados com dois lançamentos de primeira linha realizados em 1998. O Viagra, para a disfunção erétil (impotência sexual), e o Xenical, que elimina 30% da gordura ingerida, continuam sendo as vedetes. Mas não estão sozinhos.
O remédio mais vendido do mundo continua sendo a Aspirina, que está até no Guinness, livro dos recordes. Sua primeira utilização foi para aliviar as dores do reumatismo; depois, descobriu-se que o pequeno comprimido branco era bom também para dor de dente, enxaqueca e outras dores. Hoje, já está comprovada a eficiência da aspirina para prevenir infartos e derrames e estão sendo anunciados seus efeitos na prevenção ao câncer de cólon de útero e de próstata.
A indústria farmacêutica continua surpreendendo com novos lançamentos. E promete mais para os próximos anos (veja quadro). Este ano estão chegando novidades como o DermaBond, uma cola líquida que substitui a sutura com pontos. Dois novos antiinflamatórios estão abrindo uma nova era nessa categoria de medicamentos, porque não apresentam, como os similares, efeitos colaterais como úlceras e gastrites.
O Celebra (Pfizer) e o Vioxx (Merck Sharp) inibem a enzima que produz substâncias responsáveis pela dor e pela inflamação sem restringir também a ação de outra enzima que protege as paredes do estômago, como fazem os antiinflamatórios tradicionais. Duas novas drogas vêm fazer companhia ao Viagra: Regitina (Novartis) e Vasomax (Schering-Plough), que usam o princípio ativo da fentolamina. A substância ativa do Viagra é o sildenafil.
Apesar dos avanços, ainda há muito o que fazer nessa área de terapia farmacológica. Calcula-se que a medicina somente consegue tratar cerca de 20% das doenças conhecidas e consegue curar apenas 5% de todas elas. A grande esperança para a maioria das doenças que ainda afligem a humanidade na virada do milênio está na engenharia genética.





