Indústria da fotocópia cresce perto da UEPG
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terça-feira, 26 de junho de 2001
Denise Angelo 
Andando pelos arredores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) é possível observar o crescimento de uma indústria que sobrevive de um ato ilegal: a indústria da fotocópia. Ilegal porque essa indústria sobrevive, em grande parte, de fotocopiar livros, ignorando completamente a lei do direito autoral.
Considerando que os usuários são estudantes do 3º grau, não se pode dizer que a lei não é do conhecimento da maioria. Até porque os próprios acadêmicos de direito, que estudam essa, entre tantas outras leis durante os cinco anos de curso, também se utilizam desse recurso.
Há casos extremos de anúncios em alguns desses estabelecimentos dizendo, por exemplo, que um determinado livro não será reproduzido porque o autor o considera barato e, portanto, proibiu expressamente a reprodução via fotocópia. Como se fosse obrigação de cada autor correr fotocopiadora por fotocopiadora, lembrando que a lei precisa ser cumprida.
Essa prática é, de certa forma, incentivada pelos professores. A grande maioria deles tem uma pasta em uma das tantas fotocopiadoras da região, onde deixam livros e textos para que os acadêmicos façam a reprodução. Para organizar a atividade, os proprietários dessas casas numeram as pastas. O professor então orienta o aluno a procurar a pasta com o número X, na fotocopiadora Y e assim o crime se consolida.
Pode-se dizer que o crescimento dessa indústria ganhou impulso nos últimos dez anos. Nesse período, as fotocopiadoras ganharam sofisticação. Hoje não são mais identificadas pela cor dos seus toldinhos, como acontecia em 1994, por exemplo, quando os professores recomendavam que os estudantes de jornalismo tirasse xerox de tal livro na casa do toldinho verde.
Para professores e alunos, a reprodução às vezes é a única saída diante da falta de dinheiro para comprar as obras originais. Encontrar alternativas que respeitem a lei depende do esforço de todos. Verificar, por exemplo, como anda a oferta dos livros mais utilizados nas bibliotecas das universidades pode ser um bom caminho. Afinal, cabe aos centro de saber assegurar a passagem do conhecimento para todos os estudantes.


