Dos 870 internos da Colônia Penal Agrícola, em Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba), 664 serão beneficiados por portarias especiais da Vara de Execuções Penais, como recompensa por bom comportamento ao longo do ano.

Os internos que vivem em regime semi-aberto já haviam conquistado o direito de visitar a família em outras ocasiões. Quem tem parente na Capital pode sair uma vez por mês. Os do interior, uma vez a cada 60 dias. Entretanto, desde outubro, eles decidiram permanecer na prisão, acumulando tempo para as festas de final de ano. A maioria dos beneficiados com o indulto de Natal ficará até nove dias fora da detenção. O retorno acontece só em janeiro.

O diretor da colônia penal, Lauro Valeixo, avisou que quem não retornar terá ''complicações com a Justiça'', e pode perder o benefício de cumprir pena na colônia.

Já as mulheres presas comemoram o direito de ficar com os filhos. Das 152 detentas da Penitenciária Feminina, 20 são mães, e todas têm o direito de ficar com os filhos até eles completarem seis anos. Ao todo, são 27 crianças na creche da penitenciária. As mães passam cerca de duas horas por dia com as crianças. Só os recém-nascidos têm cuidado em tempo integral. Elas dão ainda mais valor a esse benefício no Natal.

Na quarta-feira, dia 19, está programado o baile do final de ano na Penitenciária Feminina. No dia 24, uma ceia para fechar as comemorações. As crianças também têm programação natalina. Nos dias 18, 20 e 21 acontecem as festas feitas por instituições filantrópicas, nas quais as crianças ganham presentes.

Em Londrina, o juiz da Vara de Execuções Penais e corregedor de presídios, Roberto do Valle, informou que até ontem nenhum pedido de indulto havia sido requerido. ''Esse ano o decreto de indulto está mais rigoroso e acho que em Londrina no máximo seis detentos estariam aptos a conseguí-lo'', afirmou. (Colaborou Ana Paula Nascimento)

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