Índios terão casa de passagem provisória
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sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina A Secretaria Municipal de Assistência Social e a Fundação Nacional do Índio (Funai) decidiram utilizar um barracão, localizado em um terreno do município na zona sul de Londrina, como uma Casa de Passagem provisória para a comunidade indígena da região. A previsão é que em 2014, no mesmo local, seja construída a Casa definitiva.
O espaço é uma antiga reivindicação dos índios, que não possuem um local apropriado para permanecerem enquanto comercializam artesanatos na cidade. Atualmente os indígenas se aglomeram em barracos improvisados às margens da Avenida Dez de Dezembro, na zona sul, onde funcionou o Centro Cultural Caingangue de 1999 a 2007, quando o espaço foi destruído por um incêndio.
De acordo com a secretária de Assistência Social, Telcia Oliveira, vários terrenos foram visitados até que se encontrasse um que atenda às necessidades dos índios e que não tivesse restrições ambientais. "O barracão comporta até 20 famílias e precisa de adequações simples para ser utilizado. A nossa meta é que até o fim do ano, quando aumenta o número de índios na cidade, o espaço já esteja aberto", explicou.
Na próxima semana uma reunião entre a secretaria, a Funai e a Associação dos Índios da Reserva do Apucaraninha, em Tamarana (Região Metropolitana de Londrina ), vai definir os últimos detalhes da elaboração de um termo de cooperação entre as três instituições e como vai funcionar a gestão da Casa de Passagem. "A gestão será compartilhada e vamos definir regras para a entrada dos indígenas, tempo de permanência, a chegada de outras famílias. O que tem que ficar claro é que a Casa deve ser utilizada por um período determinado, apenas enquanto a venda dos produtos é realizada, e não pode ser uma moradia", frisou Telcia Oliveira.
Em relação à construção da Casa de Passagem definitiva, o projeto arquitetônico, elaborado pelo município, já foi entregue à Funai, que está fazendo o levantamentos dos orçamentos e custos da obra. A Funai acredita que os recursos necessários para a construção sejam incluídos no orçamento do ano que vem.
"O projeto prevê um imóvel que comporte 20 famílias simultaneamente, que acreditamos ser suficiente para atender a demanda", calculou a secretária de Assistência Social.
A Reserva do Apucaraninha abriga 200 famílias e pouco mais de 2 mil índios. "A nossa maior demanda é do Apucaraninha, mas índios de outras aldeias também poderão utilizar a Casa."
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