Guarapuava O administrador-executivo regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Guarapuava, Francisco Eugênio dos Santos, foi libertado ontem à tarde pelos índios de Marrecas dos Índios, em Turvo (54 km ao norte de Guarapuava), depois de dois dias de tensão. Ele estava detido pelos indígenas desde a manhã de quinta-feira, quando tinha ido ao local para informar que Antenor Pereira da Silva, que o acompanhava, seria o novo chefe do posto.
Os índios ficaram insatisfeitos porque preferiam a permanência de Pedro Cornélio, apelidado 'Segui Segui', e acabaram detendo os dois representantes da Funai. Segundo o administrador substituto da Funai em Guarapuava, Alfeu Machado de Campos, a administração havia decidido substituir o antigo chefe no ano passado.
''Ele ('Segui Segui') estava sob suspeita de denúncias de venda irregular de madeira. Foi realizada uma sindicância, que levou a um processo administrativo disciplinar, que determinou a deposição de 'Segui Segui''', explicou Campos.
Os indígenas exigiam, em troca da libertação de Santos e Silva, que 'Segui Segui' continuasse sendo o chefe do posto de Marrecas. Durante o tempo em que ficou detido, Santos chegou a passar mal e teve que ser atendido por um enfermeiro. Na noite de quinta-feira, Silva foi liberado pelos índios.
Santos só foi solto na tarde de ontem, quando o delegado da Polícia Federal de Guarapuava, José Alberto de Freitas Viegas, esteve no posto com uma portaria que garantia que 'Segui Segui' permaneceria no cargo. O administrador da Funai está em casa e passa bem. Segundo Campos, a situação deve ser encaminhada à presidência central da Funai, que determinará os procedimentos a serem adotados.

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