Três índios estão detidos no 5º Distrito Policial de Londrina, acusados de tentativa de estupro. O caso aconteceu anteontem à tarde, no acampamento indígena da Vila Fraternidade (zona leste de Londrina). Os índios negam a acusação.
A Polícia Militar (PM) foi chamada pela suposta vítima, Sueli Galeno da Costa. Segundo relato dado à PM, ela estava passando pela rua, quando foi agarrada por três índios e levada para uma barraca, onde houve a tentativa de estupro. Ela teria fugido e avisado a polícia.
Os três índios, Delcio Fidêncio, 22 anos, Edvaldo Vargas da Silva, 29 anos, e José Mariano Martins, 34 anos, foram autuados na 10ª Subdivisão Policial de Londrina e encaminhados ao 5º DP. O índio Miró Cândido, que está no mesmo acampamento dos acusados, nega que tenha havido a tentativa de estupro.
Segundo Cândido, Sueli chegou no acampamento com uma garrafa de pinga e começou a beber com os três índios. ‘‘Ela ficava se exibindo para eles e dizendo que queria deitar com um índio’’, afirma. Ele informa ainda que Sueli já havia passado pelo acampamento outras vezes.
Gilmar Ferreira, chefe do posto indígena da reserva de São Jerônimo, em São Jerônimo da Serra (95 km ao sul de Cornélio Procópio), explica que apenas Delcio pertence a esta reserva. Os outros dois são desaldeados, isto é, não têm residência fixa.
Segundo Ferreira, pela lei, os índios são incapazes e a Fundação nacional do Índio (Funai) é a tutora. ‘‘Mas os índios do Sul do Brasil estão bastante integrados e, quando pegos em flagrante cometendo algum crime, estão sujeitos às penalidades’’, esclarece.

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