Enquanto índios e Copel não entram em acordo, José Carlos Feitosa e Salomão Sutil de Oliveira continuam trabalhando na usina Apucaraninha. Eles são bastante conhecidos na comunidade indígena e não temem violência. O cansaço é o maior problema que ambos devem enfrentar se o caso não for resolvido logo.
Ontem, os índios enviaram aos meios de comunicação de Londrina uma carta de repúdio à presença dos brancos em suas terras. ''Nossos pais e nossos avós não se preocupavam com a sua alimentação, pois tudo existia em abundância na terra; levavam suas vidas calma e tranquilamente, sem problemas. Até que o 'branco' apareceu, derrubando a mata e abrindo as estradas, trazendo as máquinas e os seus equipamentos, os quais seriam usados na construção da Usina Hidrelétrica...'', escreveu Paulo Kuiatá, um dos líderes da comunidade.

mockup