Índios recolhem alimentos e roupas nos destroços
Os donativos recolhidos para ajudar os desabrigados estão sendo depositados em Laranjeiras do Sul, para triagem. Cerca de cinco toneladas de roupas e cobertores serão distribuídos assim que concluído o cadastramento. Móveis e utensílios serão repassados apenas quando as moradias estiverem prontas para recebê-los.
Houve doações suficientes de telhas de barro, mas faltam as de amianto, que cobriam a maior parte das casas. A coordenação de recebimento de donativos pediu ontem também o envio de sacos de lixo, para evitar que detritos se acumulem pelas ruas, com risco à saúde das pessoas.
Outra preocupação é com saques que começaram a ser feitos nos escombros. A Polícia Civil está investigando denúncia de que uma empresa revendedora de antenas parabólicas na região teria enviado funcionários à cidade, para roubar os aparelhos decodificadores de sinais de satélite (LNB), a parte mais valiosa das antenas.
Índios caingangues da aldeia existente a poucos quilômetros da cidade perambulam recolhendo restos de alimentos ou agasalhos. A aldeia é a maior do Paraná, com cerca de 2,7 mil habitantes.
Os índios conseguiram grande quantidade de farinha nos escombros de um moinho, às margens de um afluente do Rio das Cobras, a quatro quilômetros da cidade. A construção era sólida, mas a demolição foi total. Na mesma região havia ontem muitos animais mortos. As perdas na zona rural ainda não foram estimadas, porque muitas estradas estão impedidas.





