Índios reclamam de sucateamento da Funai
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sexta-feira, 25 de junho de 2010
Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
Índios que vivem em aldeias na região de Londrina reclamam do abandono da
sede da Fundação Nacional do Índio (Funai), localizada Avenida Celso Garcia Cid, Área Central. Segundo o coordenador técnico interino da Funai em Londrina, Mario Jacintho, na sede trabalham 13 funcionários, que têm atuado nos setores de educação, pessoal, social e meio ambiente. Dos quatro carros pertencentes a Londrina, três estão em péssimas condições e um foi cedido à comunidade da Reserva de Apucaraninha, em Tamarana (Norte), que banca o custo do combustível com recursos próprios.
''Estamos fazendo o possível para atender as comunidades, trabalhando em expediente normal e pagando aluguel e contas básicas, mas estamos devendo para todos os fornecedores, seja restaurante, hotel, posto de gasolina'', constatou Jacintho, informando que a representação londrinense é referência para sete aldeias onde vivem cerca de 3,8 mil índios.
No Estado vivem cerca de 20 mil índios. No ano passado, o governo federal decidiu extinguir a representação da Funai no Paraná e transferir para a regional de Chapecó (SC), que fica a mais de 600 quilômetros de Londrina. Depois de várias manifestações da população indígena paranaense, o governo recuou e permitiu o funcionamento de uma regional da Funai em Londrina. ''Mas agora estão pensando em transferir essa regional para Curitiba e os índios da nossa região são contra'', declarou Jacintho. A reportagem não conseguiu contato com a Funai em Brasília.


