Cerca de 60 representantes da área indígena de Marrecas, em Turvo (52 km ao norte de Guarapuava) acamparam em frente a sede da Fundação Nacional do Índio/Funai, em Guarapuava, desde às 5 horas da manhã de ontem. Os índios caingangue e guarani, fecharam o portão de entrada com corrente e cadeado, impedindo os funcionários de trabalhar. O protesto era pela troca do administrador executivo da regional, Vladinei Tadeu da Silva, e de outros quatro servidores da Funai.

Segundo Agostinho Martins, um dos líderes do protesto, os índios querem indicar o nome de Isaltino Luís Serpa, atual administrador da área de Mangueirinha, para dirigir a regional de Guarapuava. Os índios se queixam também da falta de assistência médica e técnica para as lavouras, que teria sido feita sem qualquer acompanhamento dos técnicos da Funai.

Em Curitiba, o assessor especial para Assuntos Indígenas da Funai, Edívio Batistelli, afirmou que o pedido de retirada do administrador é um direito dos índios, mas a prerrogativa de atender ou não a solicitação é do presidente da Funai, Glênio da Costa Alvarez. A decisão não tramita pela regional da Capital, informou.

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