Santa Amélia Os índios guaranis da Reserva Laranjinha, localizada no município de Santa Amélia (63 km ao sul de Cornélio Procópio), farão hoje um protesto contra a demora na resposta da Fundação Nacional do Índio (Funai) para um pedido de revisão na demarcação da reserva, de 284 alqueires.
A manifestação articulada pelo cacique Mário Raulino Sampaio, de 47 anos (oito anos no posto) deve bloquear estradas rurais no entorno da reserva. Eles querem a ampliação da reserva com base na área que um dia foi destinada a seus antepassados, cinco vezes maior.
Segundo Sampaio, o alto crescimento demográfico da aldeia (distante 2,5 quilômetros da sede do município) e a baixa densidade de área agricultável e para habitação estão agravando a situação ano a ano.
Pelos cálculos do cacique, atualmente são 62 famílias ou 400 pessoas (a grande maioria crianças) vivendo e sobrevivendo em uma área útil de apenas 18 alqueires. O restante da reserva, de acordo com o líder indígena, é composta de terreno acidentado e pedregulho.
Sampaio afirma que a atividade agrícola da aldeia está praticamente paralisada nos últimos três anos por causa da seca e da consequente descapitalização para a compra dos insumos, principalmente sementes. A gerações, os guaranis de Laranjinha cultivam nos limites da reserva arroz, feijão e mandioca. ''Ultimamente para conseguir comida a maioria tem que trabalhar de bóia-fria'', contou o cacique.

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