A partir do próximo vestibular, em 2002, as cinco universidades estaduais vão reservar vagas para disputa exclusiva entre estudantes das comunidades indígenas do Paraná. Cada instituição vai garantir três vagas, que devem permitir acesso ao ensino superior a 15 índios.

''É uma vitória. O povo indígena tem a oportunidade de mostrar o talento e melhorar a qualidade de vida'', afirmou o presidente do Conselho Indígena Regional de Guarapuava, Neoli Olíbio. O caingangue, da reserva de Rio das Cobras, Sudoeste do Estado, está terminando o ensino médio e vai tentar vestibular para o curso de Direito.

A resolução assinada pelos secretários e reitores normatizou a Lei 13.134/01, aprovada em abril deste ano pela Assembléia Legislativa e imediatamente sancionada pelo governador Jaime Lerner. Em toda a história do ensino superior no Paraná, apenas dois índios caingangues, da reserva de Mangueirinha, receberam diplomas de curso superior. Ambos eram nascidos no Rio Grande do Sul.

As vagas serão preenchidas pelos três primeiros colocados, em cursos por eles escolhidos no ato da inscrição. O processo seletivo será unificado e específico, centralizado em uma única universidade e coordenado por equipe formada por pessoas de diversas instituições, de preferência ligadas às questões indígenas e indicadas pelos reitores das universidades.

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