Índios devem ganhar moradia em 2007
O assessor especial para Assuntos Indígenas, Edívio Batistelli, relata que o Provopar troca mensalmente alimentos por artesanato na Aldeia Sambaqui. Entretanto, a ação ainda é limitada e não contempla todo o material que pode ser produzido pelas mulheres. A Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) teria planejado para 2007 a construção de habitações indígenas para abrigar as famílias que moram no local. ''Antes não era possível construir casas porque a área era irregular. Desde dezembro de 2005, a prefeitura decretou que a área é indígena - numa ação inédita no Brasil, já que a competência para isso é da União. Agora, vamos estruturar o local'', conta Batistelli.
Atualmente, 99% das aldeias do Paraná já contariam com água e luz. ''Ainda não temos na Aldeia Sambaqui. Mas teremos em 2007. O ano que vem será determinante para a estruturação desta aldeia'', diz. Batistelli pretende acompanhar a execução do saneamento da área. Por ser salobra, a água terá que ser levada da Vila do Guaraguaçu até a aldeia. ''O Sambaqui é um morrinho onde estão os restos dos antepassados guaranis. Os que habitam hoje lá são uma espécie de guardiões do local. No futuro, poderemos ter outros guaranis lá'', relata o especialista em cultura indígena.
Hoje existem no Paraná 2,9 mil índios guaranis. Deste total, 130 estão no litoral. São 44 aldeias. Em 22 aldeias existem postos de saúde. Outras quatro deverão receber postos até dezembro: dois em São Jerônimo da Serra, um em Ortigueira e outro em Santa Amélia. A Funasa investe R$ 3 milhões por ano em saúde do índio no Paraná e conta com 180 funcionários. Quarenta e quatro hospitais estão cadastrados para prestar atendimento aos índios.(L.P.)





