Índios de Apucaraninha buscam apoio em Brasília
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segunda-feira, 29 de outubro de 2001
Betânia Rodrigues<br> De Londrina 
Um grupo de seis representantes indígenas da Reserva do Apucaraninha (62 km ao sul de Londrina) está em Brasília tentando conseguir apoio para resolver o impasse criado em torno do arrendamento da área da reserva utilizada pela usina da Copel. Ontem, o grupo se reuniu com o presidente nacional da Fundação Nacional do Índio (Funai), Glênio da Costa Alvarez, na sede do órgão. Hoje, o encontro será com representantes da 6ª Câmara do Ministério Público Federal e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O retorno da comitiva está previsto para amanhã.
No final da tarde de sábado, os índios caingangues liberaram os dois funcionários da Copel, que estavam retidos na sede da usina. A liberação foi o resultado de uma reunião realizada no mesmo dia entre o procurador da República, João Akira Omoto; o delegado-chefe da Polícia Federal de Londrina, João Luiz do Prado; o advogado César Bessa; o administrador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), José Gonçalves dos Santos e lideranças da tribo.
A única condição imposta pelos caingangues foi a apresentação dos operadores substitutos que garantiriam o funcionamento das máquinas. O procurador da Copel, Damasceno Maurício da Rocha Júnior, foi comunicado do fato, mas não indicou a retomada das negociações. Para o advogado, isso só acontecerá após a venda da empresa. ''Tenho a impressão que com os novos proprietários será ainda mais difícil'', comentou.
Os operadores José Carlos Feitosa e Salomão Sutil de Oliveira foram impedidos de deixar a usina da Reserva do Apucaraninha à 0 hora de quinta-feira em represália à recusa das propostas indígenas. A tribo reivindica à Copel o pagamento de R$ 20 mil por mês pelo uso da área e uma indenização de R$ 71 milhões pelos prejuízos causados à comunidade nos últimos 52 anos.


