Indignação popular
Anísio José da Silva, 42 anos, motorista
''Cadê a promessa que o homem (Roberto Requião) fez? Com veículo pequeno, eu já gastava cerca de R$ 50,00 numa viagem entre Curitiba e Maringá e R$ 150 com caminhão de dois eixos. Ele (Requião) tinha que fazer (a tarifa) parar no que estava e depois reduzir.''
Leandro Carvalho, 26 anos, bancário
''O aumento é abusivo. Não vale os R$ 6,10 numa viagem de 100 quilômetros. Eles (os concessionários) não têm despesa nenhuma. A tarifa deveria ser R$ 3,50 ou R$ 4,00 no máximo. Na verdade, sou contra o pedágio. Um dos motivos de eu ter votado no Requião é que ele disse que ia acabar com o pedágio.''
Márcia Soffredi, 50 anos, parapsicóloga
''Acho razoável ser cobrado porque as estradas estão boas e nos dão assistência. Mas as estradas já eram patrimônio nosso. Eles (os concessionários) estão fazendo apenas manutenção. O investimento é muito pequeno e eles estão cobrando como se tivessem começado do zero.''
Reginaldo Gomes, 41 anos, caminhoneiro autônomo
''É um absurdo! Está ficando difícil trabalhar, conheço muitos autônomos que preferiram parar. Meu caminhão anda com um pneu bom e o outro ruim, pois não sobra para trocar todos. Só o valor do frete não sobe''.
Valdecir Martins Nascimento, pedreiro
''Moro em Morungaba (SP) e estou vindo passar o Natal na casa de parentes em Londrina. Foi a tarifa mais cara que paguei desde que saí de casa. Nas duas praças de pedágio que passei ainda no Estado de São Paulo a soma não chegou a R$ 8,00. Eu não ganho para isso''.
Mauro Kendi Miyamoto, 33 anos, comerciante
''Estava acompanhando o assunto pela imprensa mas eu esperava o bom senso do juiz na decisão sobre o reajuste do pedágio. Pelo menos duas vezes por semana preciso ir à Londrina. As prefeituras das cidades próximas aos pedágios deveriam agir contra a cobrança dessa tarifa''.





