O pai da menina de cinco anos que teve 30% de seu corpo queimado dentro de casa, na Zona Sul de Londrina, foi indiciado por omissão de socorro. Humberto Siqueira, 54 anos, prestou depoimento na manhã de ontem à delegada da Mulher, Elaine Ribeiro, que deve concluir o inquérito policial nesta semana. A mãe da criança, Valdirene Bueno, está sendo acusada de jogar álcool e atear fogo contra o corpo da filha. A mulher fugiu da polícia depois do crime, que aconteceu no início de janeiro, mas foi encontrada e presa na madrugada do último sábado pela Polícia Civil de Londrina num motel na cidade de Assis (interior de São Paulo).
De acordo com a delegada, o homem não estava em casa no momento em que a menina foi agredida, porém, na concepção dela, o homem teria omitido socorro à filha quando chegou, viu a criança ferida e não tentou ajudá-la. ''Ele disse que na hora que chegou em casa viu a menina ferida mas que a mulher disse que não era nada grave e por isso ele acreditou não haver necessidade de levá-la até o hospital. Realmente, não foi ele quem levou a menina, e sim a irmã dele'', explicou a delegada.
A reportagem da FOLHA não conseguiu fazer contatos com o homem, que segundo a delegada vai permanecer em Londrina, em sua casa, até que o inquérito seja analisado pelo Ministério Público. A pena pelo crime de omissão de socorro pode variar de um a seis meses de detenção na sua forma simples ou reclusão de um a quatro anos em caso de lesão grave da vítima.
A menina sofreu queimaduras nos membros superiores, face, tórax e coxa, mas só foi socorrida 14 horas após a agressão. Após a alta ela foi levada para junto de uma família substituta.

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