Índice saudável é de 12 metros
Embora não haja uma definição oficial, a maior parte dos especialistas se refere ao número de 12 metros quadrados de área verde por habitante como um índice que pode ser considerado saudável. O dado tem sido relacionado com uma suposta orientação da ONU, mas nenhuma bibliografia da entidade faz referência ao índice.
De qualquer forma, ‘‘o número é questionável’’, diz a arquiteta Letícia Hardt, autora do último trabalho de avaliação das áreas verdes de Curitiba. Para considerar um índice apropriado, é preciso levar em conta o clima do local e o modelo de urbanização. Sem contar que a média não se aplica a todos os bairros de uma mesma cidade. O Centro de Curitiba, por exemplo, não tem mais de três metros quadrados de verde por habitante, enquanto que em algumas zonas periféricas o número passa dos mil.
‘‘A média é boa em Curitiba, mas existem áreas carentes’’, diz a arquiteta. A dissertação de mestrado de Letícia Hardt aponta como áreas bem situadas em relação ao equilíbrio do verde com a urbanização zonas residenciais de baixa densidade, como o Jardim Schaffer e o Alto da Glória. No extremo oposto, estão áreas da região oeste da cidade, próximas à Cidade Industrial.
O mesmo problema é encontrado em Vitória (ES), a capital brasileira com maior índice de cobertura vegetal - 95,55 metros quadrados por habitante. Mesmo lá, a distribuição espacial do verde não é homogênea, concentrando-se em unidades de conservação e áreas particulares. Isso reforça a necessidade de arborização das ruas, campo em que o município de Maringá resolveu com perfeição: no índice total de 20,62 metros quadrados de verde por habitante, as árvores em vias públicas respondem por 13,93 metros. (M.K.)

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