Maringá - O secretário de Saúde de Maringá (Noroeste), Antônio Carlos Nardi, disse ontem que pela primeira vez nos últimos quatro anos, o município está fora do mapa de risco da dengue no Estado. O anuncio foi feito durante reunião do Comitê Municipal de Combate à Dengue, quando foi divulgado o primeiro Levantamento de Índice do Mosquito Aedes aegypti (Lira) deste ano, com média geral de 0,6%.
''Estamos com uma situação confortável mas não tranquila; os órgãos e instituições integradas ao trabalho dos agentes ambientais estão mobilizados e parte da sociedade tem ajudado, mas na dengue é preciso estar sempre alerta'', considera o secretário.
Nardi ressalta que o trabalho dos mais de 100 organismos integrados ao Comitê tem evoluído junto com as ações da Secretaria. ôIncluímos os agentes de endemias nas equipes do Programa Saúde da Família, ampliamos as campanhas junto à comunidade e estamos colhendo o resultado, mas em dengue não podemos baixar a guarda", reforça.
O primeiro levantamento de índice de 2012 apontou uma média geral de 0,6%, portanto abaixo do limite aceitável pela Organização Mundial de Saúde de 1%, porém com regiões apresentando risco médio. O índice mais elevado do levantamento, realizado entre os dias 6 e 10 de fevereiro passado, é de 2,2% na região do Jardim Alvorada, Alvorada 2, Sumaré e Ebenezer. Nesta área a grande maioria dos focos, 75%, está em resíduos sólidos em quintais. ''Não se trata de terreno baldio, mas em quintais de residências'', esclarece o secretário.
A segunda região com médio risco é o distrito de Iguatemi e São Domingos, com
1,7%, e com focos em resíduos, pratos de vasos e depósitos naturais - plantas. Na sequência, com 1,2%, ainda médio risco, aparece a região do Residencial Champagnat, João Paulino, Branca Vieira, Oásis, Pinheiros e Colina Verde, com 40% dos casos em resíduos, a mesma quantidade em barris e tinas e 20% em pratos de vasos.
Nardi ressalta, no entanto, que o levantamento não localizar índice nem sempre significa a inexistência de focos do mosquito na região. ''O levantamento é feito por amostragem, e podem existir focos sim, por isso as pessoas devem estar sempre alertas para eliminar água parada'', aconselha. Durante a apresentação do levantamento, foi divulgado o balanço dos casos, que até a última semana registrou 62 notificações e dois casos confirmados. Durante o ano passado foram 1120 notificações e 182 confirmados.

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