O índice de mortalidade materna em Londrina, se comparado a países desenvolvidos, é considerado bastante elevado. No município ocorrem, em média, 27 mortes para cada 100 mil nascidos vivos. ‘‘Nos países desenvolvidos acontecem 5 mortes para cada 100 mil nascidos vivos’’, compara a médica sanitarista e presidente do Comitê de Prevenção à Morte Materna, Luci Hirata.
O tema morte materna foi discutido esta semana, numa antecipação às comemorações do Dia Estadual de Prevenção da Mortalidade Materna, na próxima quarta-feira. Mais de 200 médicos e enfermeiros da rede municipal de saúde e de hospitais particulares participaram dos debates. Promovido pela Autarquia Municipal de Saúde, 17ª Regional de Saúde e Universidade de Londrina, o encontro serviu para dar informações sobre atendimento pré-natal e parto com qualidade.
Um dos aspectos que precisa ser observado, segundo a sanitarista Luci Hirata, é a gestação na adolescência. No Brasil, informa, de 20% a 25% das gestações e partos acontecem com mulheres com idade inferior a 20 anos, havendo uma concentração na faixa entre 16 e 17 anos. Nestes casos, as complicações mais comuns decorrem da desproporção entre a cabeça do bebê e o canal de parto. ‘‘São partos mais prolongados que também causam sofrimento do beb꒒, diz Luci.
O atendimento pré-natal com qualidade precisa esclarecer as dúvidas das gestantes, transmitindo informações que vão desde o ciclo hormonal à gravidez propriamente dita. Os sintomas apresentados pelas futuras mães também devem ser considerados. A presidente do comitê comenta: ‘‘Elas precisam procurar as unidades de atendimento quando se sentirem incomodadas. fumo e a bebida precisam ser evitados: até um gole pode ser prejudicial.’’

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