O índice de infestação predial em Londrina caiu para 6,2% em Londrina. O resultado do Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (Lira) foi divulgado durante uma reunião realizada com os coordenadores e agentes de Endemias, na tarde de ontem, na Vila da Saúde. Segundo o secretário municipal de Saúde, Francisco Eugênio de Souza, as ações dos agentes conseguiram conter uma proliferação da doença, já que índice em janeiro era de 8%. "Londrina tinha tudo para ter uma epidemia, mas conseguimos fazer um esforço concentrado. Só lamentamos que a comunidade não tenha colaborado na mesma proporção, já que foi necessário refazer o serviços em áreas que já tinham sido vistoriadas", declarou. Apesar da redução, o índice está bem acima do considerado satisfatório pela Organização Mundial da Saúde – 1%.
O levantamento foi realizado de 18 a 23 deste mês, quando foram vistoriados 8,3 mil imóveis. O supervisor de Endemias da secretaria de Saúde, Elson Belisário, informou que 67% dos focos do mosquito transmissor da doença foram encontrados nos quintais das casas (totalizando 453), 14% dentro dos imóveis (93) e 19% em terrenos baldios e fundos de vale (125).
De acordo com o coordenador de Endemias, Jorge Augusto de Sá, neste ano foram registradas 1.933 notificações, sendo que 263 casos foram confirmados, todos do tipo 1. Destes, 221 são autóctones e 42 importados. Das 40 unidades básicas de saúde, apenas 4 não estão localizados em áreas com risco de epidemia, mas mesmo assim estão em estado de alerta.
Ontem de manhã, agentes de Endemias fizeram uma inspeção de controle e combate à proliferação do Aedes aegypti ontem de manhã, no Parque de Exposições Ney Braga (zona oeste), onde foram localizados pelo menos 16 focos do mosquito.
A Pesquisa Vistorial Especial é realizada anualmente, sempre neste período, antes do início da Exposição Agropecuária e Industrial. Além de localizar focos também foi realizada a aplicação de fumacê.
"O número de visitantes no Parque Ney Braga, neste período, é sempre muito grande e por isso se faz necessária essa ação diferenciada. Nosso objetivo é eliminar qualquer risco de contaminação e garantir a segurança desses visitantes", ressaltou o coordenador de Endemias, Jorge Augusto de Sá.
"A maioria dos focos foi encontrada nos locais onde os animais tomam água e comem durante o período da exposição e onde, durante o ano, a água da chuva se acumula com facilidade", informou.
O presidente da Sociedade Rural do Paraná, Moacir Sgarioni, classificou o aparecimento dos focos como casos isolados e disse que o Parque Ney Braga é semanalmente vistoriado por uma equipe de cerca de 15 funcionários da SRP. "De qualquer forma, os visitantes podem ficar tranquilos, pois tomaremos todas as medidas necessárias para eliminar os focos juntamente com a Secretaria Municipal de Saúde", complementou.
Hoje, a equipe de Endemias retoma o trabalho de vistoria nas casas e de orientação aos moradores do Jardim São Francisco (zona oeste), localizado no entorno da Parque Ney Braga. Ao todo, serão vistoriados 1.015 imóveis. Também haverá um reforço dos trabalhos de combate ao Aedes aegypti no Jardim União da Vitória (zona sul).

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