Maringá - A Secretaria de Saúde de Maringá (Noroeste) divulgou ontem, durante reunião do Comitê Municipal de Combate à Dengue, o índice geral de 2,4% de infestação do mosquito Aedes aegypti. A média é acima da considerada tolerável pela Organização Mundial de Saúde (12%). "A situação é preocupante e é necessário o envolvimento de todos para evitar que esses números aumentem", alertou o secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi.
Na região Norte da cidade – nos bairros Champagnat, Conjunto Paulino, Requião, Jardim Paulista e Colina Verde – o índice atingiu 5,1%, deixando a área com a classificação de alto risco. Devido ao grande número de casos registrados na região, a secretaria determinou a abertura de duas Unidades Básicas de Saúde, Quebec e Pinheiros, até às 22 horas. As demais 29 unidades funcionam das 7 às 18 horas. A orientação da secretaria é para que qualquer pessoa com sintomas de dengue não faça a automedicação e procure imediatamente a UBS mais próxima da residência para que se faça o tratamento correto.
O último levantamento de índice de infestação da dengue, realizado em dezembro do ano passado, tinha apontado Maringá com um índice médio de 1%. O levantamento do Índice Geral de Infestação Predial realizado entre os dias 10 e 14 de março apontou ainda que a maioria dos focos localizados pelos agentes ambientais está no lixo e em resíduos sólidos nos quintais das residências.
A preocupação do Comitê é que o alto índice de incidência do mosquito pode aumentar o número de casos. O último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde mostra 2.927 casos notificados, sendo que houve a confirmação de 648 casos e de dois óbitos.
Em Maringá, é considerada epidemia de dengue quando se atinge 300 casos para cada 100 mil habitantes. Portanto, se configura epidemia quando se registra de 1,2 mil a 1,3 mil casos da doença.

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