O índice de infestação do mosquito transmissor da dengue chega a 13% no Conjunto Novo Amparo, na Zona Norte de Londrina, enquanto o aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 1%. Os números do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (Lira), realizado entre 11 e 15 deste mês, foram divulgados ontem e colocam a população em alerta.
A média na cidade é de 4,5% - no último levantamento, em dezembro, foi registrado 1%. Só este ano já foram contabilizados 155 notificações e quatro casos confirmados da doença. Na avaliação do secretário de Saúde do município, Agajan Der Bedrossian, os números estão ligados à chuva incessante, ao calor e à acomodação da população, ''que ainda não percebeu a gravidade da doença''. ''Como não há vacina nem medicamento específico contra a doença, a conscientização da população é a única arma de combate ao mosquito'', comentou.
Segundo o coordenador de Endemias do município, Elson Belisário, além do Novo Amparo, outro bairro com alto índice de infestação é o Conjunto Lindóia (12,01%). ''Na Zona Leste também foi registrado o menor índice de infestação do mosquito na cidade, que foi nulo no Conjunto Ernani Moura Lima'', atentou. No Centro, o Lira apontou 4,88% de infestação, com destaque para a Vila Casoni (7,89%), onde se encontra a maioria dos pontos estratégicos da cidade, como borracharias.
Belisário citou o lixo composto por recipientes plásticos, garrafas e latas como o principal foco do mosquito (52,1%), seguido de depósitos móveis, como vasos e pratos com plantas e bebedouros de animais, representanto 23,1% dos focos. ''Vale ressaltar que 85% dos focos foram encontrados em residências e apenas 15% em terrenos baldios e fundos de vale'', completou
Entre as medidas da Saúde para conter a infestação, Belisário elencou as visitas de rotina, as visitas quinzenais aos pontos estratégicos, aplicação de fumacê e arrastão de limpeza de materiais recicláveis em parceria com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e as cooperativas de recicladores.

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