Londrina apresenta um índice de infestação de Aedes aegypti de 5,3%, o que caracteriza situação de risco para epidemia de dengue, já que o índice satisfatório, preconizado pelo Ministério da Saúde, é abaixo de 1%. Isso quer dizer que a cada 100 imóveis vistoriados na cidade cinco apresentaram focos do mosquito. Os dados foram divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde e são resultado do levantamento realizado de 10 a 13 de abril, quando foram vistoriados cerca de nove mil imóveis no município.

O maior índice de infestação foi verificado na área central (7,24%), seguida das zonas sul (6,12%), norte (5,64%), leste (4,17%) e oeste (3,97%). As cinco piores localidades em infestação para o Aedes aegypti foram Parque Maria Estela (33,33%), na zona norte; Vale Azul (22,58%), na zona sul; Vila Yara (22,22%), no centro; Paris (18,60%), na zona norte; e Meton (17,65%), na região leste.

Os criadouros foram 40,7% do tipo D2 (lixo), ou seja, recipientes plásticos, garrafas e latas, seguido pelo tipo B (33,2% dos criadouros) que são os depósitos móveis (vasos, pratos, frascos com plantas, bebedouros de animais, entre outros). O principal criadouro apontando no ranking foi o prato de planta, seguido por plástico em geral e balde.

Com relação ao 1º levantamento de 2017, divulgado em janeiro, houve um aumento de 1,2%, já que o índice naquele mês foi de 4,1%. Além disso, houve um aumento 3,3% em comparação com o Liraa do mesmo período de 2016, quando foi apontando o índice de 2,0%.

O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, ressaltou que o aumento de mais de 1% em relação ao primeiro índice do ano é visto com preocupação. Segundo ele, a prefeitura vai desenvolver uma série de ações emergenciais a fim de diminuir a infestação, como a intensificação das ações realizadas pelos agentes de Endemias e a retomada do Comitê Gestor da Dengue.

Machado destacou que o principal criadouro ainda é aquele que normalmente está dentro de casa, como recipientes plásticos e garrafas. Esse fato, segundo ele, serve para que o município reforce a necessidade de o cidadão fazer a verificação em seu quintal e recolher objetos que podem acumular água, para que não sirvam de criadouros para o mosquito. "Entendemos que se não realizarmos estas ações agora, quando chegar o período de calor poderemos ter uma epidemia de dengue", frisou.

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