Índice de infestação de Aedes aegypti cai para 2%
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 15 de abril de 2016
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
O índice de infestação predial do mosquito Aedes aegypti em Londrina caiu de 8% registrado em janeiro para 2% neste mês. O anúncio foi feito ontem pelo secretário municipal de Saúde, Gilberto Martin. Segundo ele, analisando a série histórica dos últimos quatro anos, foi o melhor resultado obtido para esta época do ano. Foram vistoriados cerca de 9 mil imóveis.
O secretário revelou que havia uma grande preocupação que os números de infestação predial (e, consequentemente, de casos dengue) explodissem. "O último Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) de 2015 foi de 7,9%, bem mais alto que o último de 2014", justificou. "Conseguimos segurar e reverter para 2%. Agora estamos na faixa de segurança (alerta). O nosso índice de janeiro deste ano (8%) foi menor que o do ano passado para o mesmo período", destacou.
Duas localidades com alto índice de infestação são o Zerão (11,1%) e o Ginásio de Esportes Moringão (12,9), que ficam bem próximos, na região central de Londrina. A dona de casa Simone Zanon ficou preocupada com a notícia, já que o filho João Ricardo, de 4 anos, contraiu dengue no ano passado e ficou cinco dias internado em um hospital. "A gente toma todos os cuidados, mas por descuido das outras pessoas pode pegar a doença", desabafou.
Outro frequentador do Zerão, o servidor público aposentado Orivaldo Medeiros Lopes, relatou que cansou de ligar para o Disque Dengue para denunciar sobre um terreno próximo ao Moringão, que acumula muito lixo.
CAMPANHA
O secretário aproveitou o evento para divulgar a campanha 10 minutos contra dengue, que estimula a população de Londrina a baixar um arquivo do site da prefeitura (http://goo.gl/ha03Gj), com uma listagem de locais a serem inspecionados para evitar a proliferação do mosquito que, além da dengue, pode trasmitir zika vírus e febre chicungunya. Segundo o secretário, a iniciativa foi criada pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).
O mosquito vive e se reproduz dentro e ao redor das casas. Segundo a proposta da checagem em 10 minutos, agindo uma vez por semana na limpeza de criadouros, a população interfere no desenvolvimento do vetor, já que seu ciclo de vida, do ovo ao mosquito adulto, leva de 7 a 10 dias. Com uma ação semanal, é possível impedir que ovos, larvas e pupas do mosquito cheguem à fase adulta, freando a transmissão dessas doenças.
De acordo com levantamento da Saúde, divulgado na quinta-feira, em Londrina são 2.507 casos confirmados de dengue. Outros 2.277 casos foram descartados e 4.468 estão em andamento, aguardando resultados de exames de laboratório.
Quanto ao vírus zika, 67 casos foram notificados com suspeita da doença, mas apenas nove foram confirmados e outros 39 aguardam o exames. Já com relação à febre chikungunya, nove casos foram notificados, mas apenas um caso importado foi confirmado.



