O segundo LIRA (Levantamento Rápido do Índice Infestação por Aedes), mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela do ano, divulgado nesta terça-feira (24) pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio do setor de Endemias, apontou uma redução drástica do índice de infestação do mosquito em Ibiporã.

Realizado entre os dias 16 e 20 de abril, o LIRAa ficou em 1%, ou seja, de cada 100 imóveis visitados, apenas um apresentou criadouros do vetor da dengue. O índice está dentro do preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O primeiro LIRAa do ano, realizado em janeiro, ficou em 6,8%, devido à combinação de calor e chuvas constantes, o que facilita a proliferação do mosquito. O LIRAa é uma metodologia que ajuda a mapear os locais com altos índices de infestação do mosquito Aedes aegypti e, consequentemente, alerta sobre os possíveis pontos de epidemia da dengue.

Durante a semana passada, os agentes de endemias visitaram 924 imóveis (5%) do total em todas as regiões da cidade. "O tempo colaborou, parou de chover e as temperaturas diminuíram. Além disso, intensificamos os ciclos de remoção dos criadouros por toda cidade, bloqueios com UBV costal e o trabalho de orientação junto à população e nas escolas", aponta o coordenador do Setor de Endemias, Aldemar Galassi.

Conforme Galassi, como nos levantamentos anteriores, a maioria dos focos do Aedes aegypti foi encontrada nos quintais das casas, principalmente no material reciclável. "Os agentes encontraram nos quintais muitas garrafas, latas, entulhos, vasos de plantas e bebedouros de animais com água acumulada. "Por isso, a limpeza dos jardins, varandas e qualquer espaço aberto deve ocorrer, no mínimo, a cada sete dias. Em 10 minutos já é possível eliminar os criadouros e evitar que a dengue esteja em sua própria casa", ressalta o coordenador de Endemias. Ibiporã ainda não teve casos confirmados de dengue este ano

Londrina

Se Ibiporã registrou queda, os dados do último LIRAa em Londrina não são nada animadores. O último balanço, divulgado à população em fevereiro, mostrou que a cidade apresentava mais de 12% de infestação da dengue. Esse é o segundo maior índice identificado desde que o balanço começou a ser feito, ainda na década de 90. O panorama coloca a cidade em um estado de epidemia.

Em novembro de 2017, o município estava com 4,3%. O secretário de Saúde, Felippe Machado, disse que não esperava estatísticas tão preocupantes. A nova pesquisa, a segunda em 2018, será publicada nesta quinta-feira (26).

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