Índice de infestação chega a 32%
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terça-feira, 04 de fevereiro de 2003
Sid Sauer<br> Equipe da Folha 
Campo Mourão O mosquito da dengue está presente em 7,3% dos imóveis de Campo Mourão. Na Vila Guarujá esse índice chega a 32%, e na região da sede da Cooperativa Agropecuária Mourãoense (Coamo) o Aedes aegypti está presente em 20% das casas. Os números foram descobertos num levantamento realizado na semana passada por agentes comunitários de saúde.
''A situação é preocupante e apenas com a efetiva participação da população é que poderemos reverter esse quadro'', admitiu a secretária de Saúde, Nilma Ladeia de Carvalho Dias. Todas as 26 regiões da cidade que foram pesquisadas tiveram índice do mosquito acima do 1% aceito pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Em sete regiões o percentual passa dos 10%.
O aumento da presença do mosquito inclui até mesmo imóveis da área central. Na região do Clube 10 de Outubro, o Aedes aegypti foi encontrado em 7,41% dos imóveis, índice superior à maioria dos bairros periféricos. Já no distrito de Piquirivaí e em áreas rurais como Alto Alegre e a Usina Mourão não foram achados focos.
Apenas um caso de dengue foi registrado este ano na cidade. Foi um caso importado, com a vítima tendo sido contaminada durante viagem ao litoral. Trata-se de um morador da região do Colégio Unidade Pólo, onde o índice do mosquito é alto: 10,45%. ''A população precisa ajudar, mantendo quintais limpos e sem água parada'', recomendou Nilma.
Pesquisa feita pela Vigilância Sanitária apontou plásticos, garrafas e latas como os responsáveis pelo maior número de focos de larvas dos mosquitos na cidade. Os vasos de plantas ficaram em segundo e os pneus velhos em terceiro. No ano passado, a prefeitura recolheu 2.053 caminhões carregados de entulhos em 19 mutirões de limpeza.


