A maioria dos candidatos ao vestibular de inverno da Universidade Estadual de Londrina (UEL), chegou cedo aos locais de exames ontem, no primeiro dia de provas. E quem não tomou o cuidado de sair de casa com mais de uma hora de antecedência, teve de enfrentar a angústia do engarrafamento na avenida Castelo Branco, único acesso ao campus da UEL. Às 13h15, o engarrafamento chegava na altura do lago Igapó 1, formando uma fila de mais de 1,5 quilômetro de carros e ônibus. A demora no percurso até o campus foi de pelo menos 15 minutos a mais do que o normal.
Muitos candidatos, com medo de perder o início das provas, preferiram descer dos carros e seguir o restante do trajeto a pé. Dos 24 locais onde estão sendo realizadas as provas, seis estão no campus da UEL. Mesmo com o trânsito, apenas um caso de atraso foi registrado. As provas começaram às 14 horas e a estudante Fabioca Neves, de Belo Horizonte (MG), candidata ao curso de medicina, chegou dois minutos atrasada à porta do Centro de Educação Física (CEF) da UEL.
Ela justificou que, na parte da manhã, estava prestando vestibular na Universidade Estadual de Maringá (UEM), e que terminou a prova ao meio-dia. Mesmo garantindo que saiu da UEM e veio direto para Londrina, não pôde fazer os exames, perdendo o direito de concorrer ao vestibular. A distância entre Maringá e Londrina é de cerca 95 quilômetros, demandando cerca de uma hora, em baixa velocidade, para ser percorrida.
O número de desistências deste ano também foi considerado pequeno pela Comissão Permanente de Seleção (Copese). Dos 22.588 inscritos, apenas 1.322 (5,85%) não compareceram. No ano passado, nos quatro dias do vestibular, houve 12% de desistência. E segundo a organização do vestibular, a maioria das desistências se concentra no primeiro dia.
Pouca desistência, mas muita reclamação marcaram o primeiro dia de vestibular. Os candidatos às 1.415 vagas oferecidas pela UEL em 35 cursos, saíram das provas de Química e Biologia reclamando da dificuldade dos testes. ‘‘Estava difícil. Principalmente Química’’, afirmou Fernanda Alves Conciani, 20 anos, de Maringá. Apesar de estimar ter acertado pelo menos 60% nas duas provas, ela diz que não tem a tranquilidade de ter feito pontos suficientes para continuar na concorrência pela vaga.
Ela está prestando vestibular para farmácia na UEM (Maringá) e para Odontologia na UEL, mas afirma que a sua expectativa é conseguir a vaga em Londrina. Mas, preocupada mesmo, Fernanda está é com a prova de Física. ‘‘É meu ponto fraco’’, admite.
Mais tranquilo, o estudante de Corumbá (MS), Felipe Souza Ponce, de 16 anos, também reclamou da dificuldade da prova de Química. ‘‘E olha que eu estudei bastante’’, comenta. Como muitos dos vestibulandos que estão prestando o vestibular de inverno da UEL, ele só vai concluir o terceiro colegial no final do ano. ‘‘Esta é a primeira vez que eu presto e apesar de ter estudado, não estou muito preocupado com a aprovação’’, disse.
A partir de hoje, ao sair das provas de Física e Estudos Sociais, os estudantes vão receber as respostas das provas realizadas ontem. O mesmo acontece até quarta-feira, último dia das provas. O resultado final só sai no dia 15 de agosto.

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