Índice de desistência é baixo no 1º dia
PUBLICAÇÃO
domingo, 20 de julho de 1997
Célia Baroni Londrina 
A maioria dos candidatos ao vestibular de inverno da Universidade Estadual de Londrina (UEL), chegou cedo aos locais de exames ontem, no primeiro dia de provas. E quem não tomou o cuidado de sair de casa com mais de uma hora de antecedência, teve de enfrentar a angústia do engarrafamento na avenida Castelo Branco, único acesso ao campus da UEL. Às 13h15, o engarrafamento chegava na altura do lago Igapó 1, formando uma fila de mais de 1,5 quilômetro de carros e ônibus. A demora no percurso até o campus foi de pelo menos 15 minutos a mais do que o normal.
Muitos candidatos, com medo de perder o início das provas, preferiram descer dos carros e seguir o restante do trajeto a pé. Dos 24 locais onde estão sendo realizadas as provas, seis estão no campus da UEL. Mesmo com o trânsito, apenas um caso de atraso foi registrado. As provas começaram às 14 horas e a estudante Fabioca Neves, de Belo Horizonte (MG), candidata ao curso de medicina, chegou dois minutos atrasada à porta do Centro de Educação Física (CEF) da UEL.
Ela justificou que, na parte da manhã, estava prestando vestibular na Universidade Estadual de Maringá (UEM), e que terminou a prova ao meio-dia. Mesmo garantindo que saiu da UEM e veio direto para Londrina, não pôde fazer os exames, perdendo o direito de concorrer ao vestibular. A distância entre Maringá e Londrina é de cerca 95 quilômetros, demandando cerca de uma hora, em baixa velocidade, para ser percorrida.
O número de desistências deste ano também foi considerado pequeno pela Comissão Permanente de Seleção (Copese). Dos 22.588 inscritos, apenas 1.322 (5,85%) não compareceram. No ano passado, nos quatro dias do vestibular, houve 12% de desistência. E segundo a organização do vestibular, a maioria das desistências se concentra no primeiro dia.
Pouca desistência, mas muita reclamação marcaram o primeiro dia de vestibular. Os candidatos às 1.415 vagas oferecidas pela UEL em 35 cursos, saíram das provas de Química e Biologia reclamando da dificuldade dos testes. Estava difícil. Principalmente Química, afirmou Fernanda Alves Conciani, 20 anos, de Maringá. Apesar de estimar ter acertado pelo menos 60% nas duas provas, ela diz que não tem a tranquilidade de ter feito pontos suficientes para continuar na concorrência pela vaga.
Ela está prestando vestibular para farmácia na UEM (Maringá) e para Odontologia na UEL, mas afirma que a sua expectativa é conseguir a vaga em Londrina. Mas, preocupada mesmo, Fernanda está é com a prova de Física. É meu ponto fraco, admite.
Mais tranquilo, o estudante de Corumbá (MS), Felipe Souza Ponce, de 16 anos, também reclamou da dificuldade da prova de Química. E olha que eu estudei bastante, comenta. Como muitos dos vestibulandos que estão prestando o vestibular de inverno da UEL, ele só vai concluir o terceiro colegial no final do ano. Esta é a primeira vez que eu presto e apesar de ter estudado, não estou muito preocupado com a aprovação, disse.
A partir de hoje, ao sair das provas de Física e Estudos Sociais, os estudantes vão receber as respostas das provas realizadas ontem. O mesmo acontece até quarta-feira, último dia das provas. O resultado final só sai no dia 15 de agosto.


