Indenizações provocaram atraso
O túnel ferroviário do Novo Centro de Maringá deveria estar concluído, mas uma série de fatores acabou contribuindo para o atraso da obra, que só deve estar totalmente pronta em março. O primeiro problema, lembra o presidente da Urbamar, Jorge Tranjan, foi a contestação de uma das construtoras que participaram da licitação. Em fevereiro do ano passado, a Conterpavi, de Maringá, contestou na Justiça o resultado da concorrência, que classificou a Cesbe, de Curitiba.
Foram cerca de quatro meses de atraso até a Urbamar liberar a área para a Cesbe iniciar a obra. Em dezembro do ano passado, três empresas que receberam sete lotes no Novo Centro como forma de pagamento de dívidas, na administração do ex-prefeito Ricardo Barros, cercaram a área. O trecho, de 3.304 metros quadrados, fica onde hoje passa o túnel ferroviário. Os donos da área contestavam na Justiça o valor pago na desapropriação.
A prefeitura estipulou o valor de R$ 87,90 o metro quadrado. Os proprietários contestaram baseados no preço mínimo que o município vinha pedindo pelos terrenos que eram vendidos no Novo Centro, cerca de R$ 300,00 o metro quadrado. Peritos da Justiça fizeram uma avaliação e definiram o valor de R$ 372,00 o metro quadrado para fim de desapropriação dos sete terrenos. Em meados de dezembro, o Tribunal de Justiça do Estado determinou a prefeitura que pagasse o valor da perícia judicial. O município recorreu.
Em abril passado, a Justiça de Maringá definiu um preço de R$ 300,00 o metro quadrado. O valor foi discutido e em algumas semanas acertado entre as partes. A briga do município com os donos dos sete lotes acabou atrasando em quase seis meses as obras, que ficaram paradas nos dois lados da área em litígio.
Por último, lamenta Tranjan, o excesso de chuvas das últimas semanas impediu o cronograma. Ele afirma que se o ritmo for mantido, em dois meses os trilhos serão transferidos para o interior do túnel.





