Indenizações podem chegar a R$ 500 milhões
Fundada em julho de 1998, a Associação dos Ilhéus Atingidos pelo Parque Nacional de Ilha Grande e Área de Proteção Ambiental (Apig) reúne cerca de 800 famílias de ex-ilhéus. O objetivo é cobrar na Justiça o pagamento das indenizações. A entidade é presidida por Eduardo Ortt, morador de Guaíra. Uma estimativa inicial da JED Consultoria, empresa de Marechal Cândido Rondon que defende a associação, é que o valor aproximado das indenizações chegue a pelo menos R$ 300 milhões.
Esse cálculo inclui o valor da terra avaliado pelo Incra e as benfeitorias feitas pelos proprietários. Como a desapropriação atingiu cerca de 3 mil famílias, o valor total pode chegar a R$ 500 milhões. As estimativas são do proprietário da JED Consultoria Dorival Dilda. ''Estes valores deveriam ser pagos imediatamente para que as famílias possam resgatar a dignidade perdida'', salienta. Informações extra-oficiais dão conta que o governo federal teria cerca de R$ 136 milhões para quitar parte das dívidas.
No dia 1 º de abril, representantes da associação e dos ex-ilhéus fazem reunião com políticos e empresários da região para discutir a situação das famílias desalojadas e a falta de pagamento das indenizações. O encontro é preparatório para reuniões com representantes do Ibama, previstas para meados do mês, quando serão debatidos plano de manejo e indenizações.
''A associação foi criada para dar mais força para a gente nesta luta'', resume Ortt, que também possuía propriedade rural nas ilhas e hoje luta pelas indenizações. ''O pessoal já falou que pretende voltar para as ilhas se não receber, mas impedimos para evitar transtornos e violência. Queremos conseguir nossos direitos dentro da lei'', conclui.(F.R.F.)





