A grande maioria dos 212 funcionários contratados nos primeiro semestre deste ano pela Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) já foi ouvida na sindicância que apura irregularidades neste processo. A informação é do presidente da companhia, Kakunen Kyosen. Ele acredita que o trabalho deverá ser concluído nos próximos 30 dias.
Segundo Kakunen Kyosen, faltam ainda ouvir cerca de 20 funcionários. Mas ele revela que alguns podem não comparecer para prestar depoimento. ‘‘Ouvi algumas informações sobre isso. E não temos poder de polícia para buscar a pessoa na casa.’’
O presidente da Comurb acredita que estas pessoas que não comparecerem para prestar depoimento podem estar envolvidas em alguma irregularidade. ‘‘Quem nada deve, não teme’’, afirma. A comissão que coordenada a sindicância quer levantar como os funcionários foram contratados, onde prestaram serviço, horário de trabalho e salário.
Com exceção de 96 funcionários, o restante dos contratados foi demitido no mês passado e está cumprindo aviso prévio. Kakunen Kyosen explica que a indenização para todos já foi paga e a Prefeitura gastou cerca de R$ 65 mil. A grande maioria das indenizações, segundo o presidente da Comurb, foi paga no último dia 10.
Os 96 trabalhadores foram mantidos para prestar serviço nos terminais de bairros até que a Comurb possa realizar concurso público para contratação de funcionários. Eles ficarão no serviço por mais seis meses, no máximo.
Os 212 funcionários foram contratados por tempo determinado (um ano) pelo então presidente da companhia, Cléber Tóffoli. Ele alegou, na época, que a contratação era emergencial, para executar serviços que antes eram realizados pela Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL).
A emergência das contratações já foi descartada pelo promotor de Defesa do Patrimônio Público, já que foi constatada que mais de 100 funcionários haviam sido emprestados para outros órgãos da Prefeitura.

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