O Instituto de Apoio à Criança com Câncer (Indac), de Londrina, precisa de ajuda. Fundado há três anos, a entidade corre o risco de fechar as portas por falta de recursos. A coordenadora do instituto, Márcia Cristina da Silva, conta que a difuldade é tanta que a festa do Dia das Crianças foi cancelada. ''Todos os anos realizamos uma festinha, mas este ano realmente não vai dar. O triste é que a maioria delas fica esperando, acreditando que vai haver alguma coisa'', comentou.
Segundo Márcia, depois do caso do Grupo de Apoio às Pessoas com Câncer (GAPC), cujoa coordenação é acusada de cometer fraudes, as doações caíram muito. ''Muitas doações foram canceladas e a maioria das pessoas se recusa a ajudar porque não acredita no nosso trabalho. Gostaria de pedir para as pessoas conhecerem nossa entidade pessoalmente e ver que trabalhamos de maneira séria'', disse.
No início das atividades, em 2003, o Indac assistia 15 crianças com câncer da cidade. Hoje já são 78 da região Norte. Além de cestas básicas, o instituto oferece leite, suplementos alimentares e medicamentos aos pequenos. Márcia fundou a entidade porque foi vítima de câncer no esôfago aos 29 anos. Hoje, com 32, está curada e encontrou no trabalho voluntário uma maneira de agradecer pela sua melhora.
Ontem pela manhã, familiares de crianças atendidas pela entidade estiveram na sede do Indac para uma reunião com a coordenação. Segundo Márcia, o objetivo da reunião foi de alertar aos familiares da ''grave situação'' da entidade.
Logo que a entidade foi inaugurada, a dona-de-casa Valéria Souza Braz recebeu ajuda para o tratamento de sua filha Giovana, 8 anos, vítima de leucemia. ''Na época eu e meu marido já estávamos desempregados. Se não fosse a ajuda do Indac eu não sei como teria feito para conseguir comprar os medicamentos para minha filha. Minha filha tomava um remédio que custava R$ 400 a caixa'', comentou a mãe, salientando que hoje sua filha encerrou o tratamento e está curada.
A entidade também atende crianças com outros problemas de saúde, como os filhos de Fátima Pereira dos Santos, que sofrem de deficiência celular. Segundo Fátima, as crianças têm 8 e 2 anos de idade e se não fosse a ajuda da entidade a situação poderia estar ''muito mais grave''. ''Aqui eu consigo os suplementos alimentares e as cestas básicas que são muito importantes para mim'', reforçou.
Serviço - Interessados em contribuir com a entidade podem ligara para (43) 3356-0009 e 9935-6665 ou visitar a entidade, na Rua Alceu Fegantin, 600, no Jardim Pérola.

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