Incremento da renda familiar
Suzete de Jesus Soares Silva aprendeu a fazer crochê com 8 anos de idade. Aos poucos ela começou a fazer peças e vender aos vizinhos, para complementar a renda da família. "Um dia, minha irmã que participava de reuniões do Bolsa Escola me falou sobre a economia solidária. Formamos um grupo juntamente com a minha mãe, fomos aceitas no programa ainda no seu início e não paramos mais", conta.
Hoje elas produzem tapetes, sapatinhos de bebê e outros itens para a cozinha. Viúva e com um filho de 12 anos, Suzete conta que até começar a receber a pensão do marido sua única fonte de renda foi o artesanato. "Faz uma grande diferença no meu orçamento. Quem se dedica consegue ter um bom lucro. Aqui aprendi a calcular o real valor do meu trabalho e isso faz diferença no meu orçamento", destaca.
Já a auxiliar de Enfermagem aposentada Ivanildes Forim Dias tinha no artesanato um hobby e, por não saber como calcular o valor de suas peças, conta que presenteava amigos com a produção.
"Vendia muito pouco. Quando me aposentei quis procurar algo que gostasse de fazer, que ajudasse a manter a renda que eu tinha quando trabalhava e que me mantivesse ativa. Há um ano entrei para o grupo da economia solidária e aqui eles nos ensinam a calcular o preço, fornecem etiqueta, embalagem e não cobram nada. Apenas precisamos ficar na loja uma semana por mês, para comercializar os produtos", diz.
Moradora de uma chácara, Ivanildes produz peças de pano sempre com a temática rural, como porcos, galinhas e espantalhos, além de comercializar também buchas vegetais, cultivadas no seu quintal. Ela afirma que com o artesanato conseguiu aumentar sua renda. "As técnicas do programa estão sempre nos orientando. Se eu pudesse produziria mais peças ainda", garante. (E.G.)





