Incra vê radicalização
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 18 de agosto de 1997
Vânia Casado Curitiba 
A superintendente do Incra, Maria de Oliveira, disse ontem que vê sinais de radicalização na resistência do MST em desocupar as quatro fazendas que estão invadidas em Querência do Norte. O Incra desapropriou uma área em Santa Cruz do Monte Castelo, a fazenda São Sebastião, para abrigar parte das famílias provisoriamente. Até ontem, apenas uma das áreas foi desocupada, por acordo paralelo com o proprietário.(Leia texto principal).
Maria de Oliveira ressaltou, no entanto, que vai continuar insistindo para levar as famílias para o acampamento provisório. Segundo ela, se os sem-terra se recusam a desocupar as áreas invadidas em Querência, não há muito o que fazer. Para a superintendente do Incra, o governo do Estado tem mostrado boa vontade ao não decretar ainda uma desocupação para cumprir a reintegração de posse determinada pela Justiça.
Para Maria de Oliveira, a prioridade do Incra é dar continuidade ao recadastramento das áreas para fins de reforma agrária, na região Noroeste do Estado. Isso inclui uma negociação com o Banestado, que vai repassar ao Incra áreas recebidas para liquidação de débitos com o banco.
No total o Banestado tem 34 áreas, que totalizam 5.600 hectares no Paraná e 10 mil hectares no Mato Grosso do Sul. A documentação dessas áreas está sendo estudada. Ocorre que têm muitas áreas inviáveis para a reforma agrária e outras mais interessantes, disse.


