Esta é a segunda vez em menos de um mês que os órgãos ambientais acusam desmatamento irregular em áreas de assentamento no Paraná. No dia 13 de outubro, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) abriram uma polêmica ao multar o Incra, a empresa Araupel (antiga Giacomet-Marodin) e os sem-terra que ocupam a Fazenda Pinhal Ralo, em Rio Bonito do Iguaçu (Sudoeste do Paraná) por corte de árvores de espécies nobres na propriedade. O Incra deve apresentar recurso contra a multa, de R$ 4.960,00, até amanhã.
A alegação do Ibama é que os sem-terra roçaram uma área de 4 mil hectares, da qual fazem parte alguns sub-bosques (áreas com vegetação em estado de regeneração). O corte desse tipo de vegetação exigiria licenciamento ambiental, que não chegou a ser solicitado pelo Incra, atual detentor da posse da área desapropriada.
O caso se transformou num estopim para troca de acusações entre o Incra e os órgãos responsáveis pelo meio ambiente. Depois da divulgação das autuações e das multas contra o Incra, a superintendente estadual do órgão, Maria de Oliveira, se disse vítima de ‘‘perseguição política’’. Segundo ela, o próprio laudo que originou a multa mostra que os sem-terra não retiraram madeira, mas apenas uma área de taquaral, sem comprometimento da cobertura florestal.
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