Para comprar os equipamentos necessários e iniciar a produção, os assentados do Assentamento Municipal Águas de Jurema receberam R$ 300 mil do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O financiamento tem prazo de pagamento de 10 anos, com três de carência. As parcelas anuais começam a vencer em 2003. Serão cerca de R$ 27 mil todos os anos a serem divididos entre as 40 famílias assentadas.
‘‘Vai dar para pagar com tranquilidade’’, prevê o tesoureiro da associação dos assentados, Dair José da Costa, 26 anos. ‘‘Vamos fazer um caixa com o dinheiro arrecadado com a venda de bezerros. Quando chegar a hora de pagar a dívida, não estaremos apurados’’, explica.
A meta dos moradores é pagar todo o financiamento coletivo apenas com a produção de bezerros – cerca de 100 cabeças por ano. ‘‘O leite vai sobrar livre para outros investimentos.’’
O dinheiro do Incra foi utilizado para a compra do gado (R$ 137 mil), de um trator (R$ 30 mil), de um resfriador de leite (R$ 15 mil) e para a construção da futura ordenhadeira (R$ 25 mil), entre outros. Antes do pagamento do empréstimo coletivo, no entanto, vence, no ano que vem, o financiamento feito para a área individual de cada família. São R$ 2 mil que precisam ser pagos, mas que também não desanimam os assentados.
Costa trabalhava na chácara do pai antes de ser assentado no local. ‘‘Era pior porque não tínhamos recursos para investimentos’’, explica. ‘‘Aqui é uma experiência nova.’’
Experiência com a produção agrícola, aliás, o tesoureiro da associação aprendeu nos três anos que frequentou a Casa Familiar Rural de Iretama, uma espécie de escola para filhos de agricultores. Agora, ele promete colocar em prática boa parte do que aprendeu na escola agrícola. (S.S.)

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