A superintendente do Incra no Paraná, Maria de Oliveira, defendeu ontem o desarmamento dos proprietários de terra no Estado e a desocupação das áreas produtivas ocupadas pelos integrantes do MST. Maria de Oliveira disse que o governo deve tomar esta atitude para, com isso, ‘‘termos chances pacíficas’’ de solucionar o problema.
Ela acredita que o governador Jaime Lerner ‘‘não vai voltar atrás’’ na decisão de cumprir as reintegrações de posse onde for necessário e isso só poderá dar errado (terminar em violência) se não forem cumpridos os critérios definidos pelo próprio governo.
Ela admitiu que o ‘‘movimento está mais violento’’, em razão das últimas ocupações e agressões entre fazendeiros, seguranças e sem-terra. Mas considerou a reação dos trabalhadores rurais uma ‘‘questão natural’’.
Segunda-feira chega a Curitiba um representante do Ministério da Política Fundiária. Gilmar Viana, destacado para dirigir o escritório do ministério que terá sede em Londrina, vem tentar ‘‘obter terras para a reforma agrária’’, informou a superintendente. Segundo ela, o ministro Raul Jungmann considera o Paraná ‘‘o Estado mais violento’’ em conflitos fundiários no País.

mockup