Londrina
A superintendente regional do Incra, Maria de Oliveira, diz que pretende conversar com os líderes da invasão à Fazenda Borborema para pedir que eles saiam da área. Segundo ela, a ocupação, ocorrida anteontem, ‘‘contraria um pouco’’ o trabalho de reforma agrária que está sendo realizado no Estado.
Maria de Oliveira não concorda com as críticas de que o Incra está demorando para desapropriar a fazenda. ‘‘Estamos fazendo todos os procedimentos técnicos e administrativos possíveis’’, afirma. A superintendente relata que o processo de desapropriação da área, de 300 alqueires, está parado em Brasília porque os proprietários ingressaram com um recurso judicial. ‘‘Agora fica dependendo da Justiça’’, observa.
Após fazer uma vistoria na fazenda, em abril deste ano, técnicos do Incra elaboraram um laudo afirmando que a área é improdutiva, portanto passível de desapropriação. Na época, o procurador do Instituto, Nirclésio Zabot, relatou que, basicamente, são verificados dois itens para definir a produtividade de uma área: o grau de utilização da terra - deve ser de 80% - e a eficiência, que deve ser de 100%. Com relação à Borborema, ela alegou que a produtividade estava entre 30% e 40%.
Maria de Oliveira esteve ontem em Londrina participando de duas reuniões reservadas com fazendeiros. Ela evitou dar detalhes sobre o encontro, justificando que a divulgação de informações pode prejudicar o trabalho que está sendo realizado. Segundo ela, a invasão de Borborema não chegou a ser discutida nas reuniões e ela também não comentou sobre o assunto com os proprietários da fazenda.

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