Israel Reinstein
De Curitiba
A superintendente adjunta do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Maria Rosalina Arend, informou ontem que a instituição não teria autorizado a compra de motosserras para assentamentos de sem-terra na região de União da Vitória, Sul do Estado. De acordo com ela, o pedido de aquisição dos equipamentos foi feito por técnicos do projeto Lumiar, mantido através de um convênio do Incra com profissionais que prestam assessoria agrícola aos assentamentos. Porém, ela garantiu que os projetos são supervisionados na etapa final pelo instituto.
Maria Rosalina disse que na quinta-feira passada o Incra suspendeu a liberação de recursos para aquisição das motosserras. A sustação foi decidida depois que a instituição soube que os técnicos não haviam pedido autorização do Ibama e o do Instituto Ambiental do Paraná para comprar os equipamentos. As motosserras, estimadas em 300, seriam usadas em um projeto para formação de uma fábrica de carvão. ‘‘As motosserras seriam usadas para o corte de bracatingas’’’, afirmou.
No entanto, o superintendente regional do Ibama, Luiz Antônio Nunes de Mello, afirmou que mesmo para o corte de bracatingas é preciso que se apresente um plano de manejo. Ontem o Incra enviou ao Ibama uma lista com nomes de 30 pessoas que receberiam os equipamentos. Porém, o Ibama já tem registrados 84 pedidos de registros de motosserras.
Mello informou que não pode dar benefícios especiais aos sem-terra. ‘‘Na região, proprietários tiveram pedidos rejeitados, porque o corte de bracantinga é raso’’, afirmou.‘‘Além disso, esses assentamentos não têm autorização para extração e sim para cultivo’’, disse.

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