A superintendente do Incra no Paraná, Maria de Oliveira, coordena hoje na região de Paranavaí o primeiro trabalho de campo para levantamento de áreas improdutivas. O trabalho faz parte do programa de recadastramento de 670 propriedades rurais localizadas em 34 municípios da região. Para fazer o levantamento, o Incra montou em Paranavaí uma subsede do órgão com estrutura para receber todas as informações e relatórios das equipes de profissionais que estarão fazendo as pesquisas.
O recadastramento foi uma promessa do diretor do Incra, Eduardo Freire, feita no dia 10 de julho, durante uma reunião com os sem-terra de Querência do Norte (113 quilômetros de Paranavaí) e representantes da Justiça. O objetivo é fazer uma ‘‘radiografia’’ do Noroeste do Estado para detectar áreas improdutivas que possam ser desapropriadas para o processo de reforma agrária.
As áreas improdutivas deverão ser aproveitadas para assentar as cerca de 1.500 famílias que ocupam propriedades na região. Maria de Oliveira também não descarta a possibilidade do Incra vir a comprar áreas produtivas para fins de reforma agrária. ‘‘Isso poderá ocorrer desde que o proprietário esteja disposto a vender a propriedade’’, explica.
De acordo com a superintendente do Incra, o recadastramento das 670 áreas será feito o mais rápido possível. Ela acredita que em 45 dias, o Incra tenha um balanço parcial de boa parte das 670 propriedades. Para fazer a análise sobre a produtividade das áreas, o Incra estará usando equipamentos sofisticados, que emitem imagens do campo via satélite.
As áreas ocupadas por trabalhadores sem-terra não serão vistoriadas nesta primeira etapa do programa de recadastramento. Segundo Maria de Oliveira, o Incra não vistoria áreas invadidas. Atualmente existem 17 áreas ocupadas por sem-terra na região. A maioria dos acampamentos dos sem-terra fica em Querência do Norte e municípios vizinhos.

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