Uma oportunidade para que presidiários possam se reinserir no mercado de trabalho por meio da educação. Cerca de 140 detentos da Penintenciária Estadual de Londrina 1 e 2 apostam nessa proposta e se inscreveram para participar dos cursos oferecidos pelo Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem) - Administração, Comunicação e Marketing Social e Construção Civil - com duração de seis meses. Ontem eles participaram da aula inaugural.
Luis Henrique Sullai de Moura, 23 anos, estudou até a 7 série do Ensino Fundamental, e é um dos participantes. Ele já sonha com uma possível vaga no mercado de trabalho na área da construção civil quando sair da unidade. ''Já estou há cinco anos e quatro meses na prisão pelo envolvimento com assaltos. Só eu sei o quanto é duro essa vida aqui, o quanto a gente sofre e eu não quero mais isso para mim'', afirma Moura. ''Meu objetivo é começar a trabalhar quando sair daqui e este preparo será fundamental'', destaca o jovem, que deve aguardar mais oito meses para sair da PEL II.
''Meu desejo é continuar trabalhando como gesseiro, mas para isso eu preciso me aperfeiçoar e o curso será muito importante nesse sentido'', afirma Vanildo Augusto da Silva, 25 anos, que já está preso há cerca de cinco meses por tráfico de drogas e deve ficar na unidade por mais um ano.
Esperançoso quanto ao futuro, assim que sair da penitenciária dentro de seis meses, o ex-mecânico Jeferson Luiz Cordeiro, 29 anos, afirma que o preconceito da sociedade quanto à sua conduta passada não irá impedi-lo de conquistar a vaga de eletricista. ''Tem vários colegas que saíram, tiveram uma oportunidade e estão trabalhando. Basta força de vontade e isso eu tenho.''
Para a coordenadora de cursos e projetos da PEL II, Aparecida Silva, o programa é um valioso instrumento de acesso dos presidiários à educação e à qualificação profissional para que, ao saírem da unidade, eles possam encontrar menos barreiras. ''Eles terão uma outra perspectiva de vida, uma profissão'', afirmou, lembrando que após a conclusão do curso e término da pena, os participantes são encaminhados para alguma empresa parceira.
Para participar do Projovem, eles devem ter entre 18 a 29 anos, bom comportamento e ter cursado ou estar cursando o Ensino Fundamental ou Médio.
O prefeito Barbosa Neto acompanhou a aula inaugural.

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