Programas de inclusão digital e facilitação do acesso à comunicação via telefone, desenvolvidos pela Sercomtel, estão entre os mais bem adaptados às metas estabelecidas pelo governo federal. A afirmação foi feita ontem pelo superintendente de Universalização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Edmundo Antônio Matarazzo. Ele esteve em Londrina para fazer uma palestra sobre o tema, na comemoração do aniversário de 36 anos da Sercomtel. A empresa foi destacada pelo superintendente como exemplo de companhia engajada em programas de inclusão digital, mesmo com focos diferentes dos propostos pela Anatel.
O executivo da Anatel é responsável por programas que garantem à população acesso aos serviços básicos de telefonia. Na cidade, projetos como o Londrina Cidade Digital, que pretende disponibilizar e-mails para alunos e professores da rede pública de ensino, e o Comunidade Informática, que leva o acesso à computação e à Internet para comunidades carentes, são os programas mais importantes.
''Londrina se encontra em posição privilegiada no quesito inclusão digital quando comparamos a Sercomtel com outras prestadoras do País'', considerou Matarazzo. ''No entanto, cabe destacar que o objetivo da Anatel é favorecer a utilização dos meios de informática, e não o ensino dela.'' Mesmo observando a prestadora de forma crítica, o superintendente destacou a Sercomtel, juntamente com a Companhia Telefônica do Brasil Central (CTBC), como as prestadoras que mais se aproximam das comunidades que atendem.''Várias metas estabelecidas pela Anatel para universalização só foram cumpridas por estas duas empresas'', lembrou Matarazzo. A instalação de telefones públicos a cada 300 metros e de terminais individuais em no máximo duas semanas foram algumas das metas cumpridas.
Passos à frente das metas também já foram dados pela prória Sercomtel, como a disponibilização do serviço pré-pago para telefonia fixa, existente há dois anos. ''Universalização também é tornar o telefone financeiramente acessível e o serviço pré-pago é uma das alternativas'', acredita Matarazzo, explicando ainda que tal oferta só será exigida pela Anatel a partir de 2006.

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